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Poucas & Boas Thaiz Sabbagh (Gazeta On Line: www.gazetaonline.com.br/thezone) Elegante, cucaracha e pop No meio de um monte de nomes desconhecidos da programação do Dia D (12 de julho), não se acanhe e abrace as novidades. Uma das opções envolventes do evento é a banda carioca Acid X. A começar pela voz anasalada e sedutora da vocalista, Helena Cutter. O que sai da caixa é facilmente digerível e de apelo radiofônico (e não se trata de maldição da colunista). Aliás, há músicas de levada tão pop que você jura de pés juntos que já as ouviu em alguma FM da vida. Uma delas é a música "Ouvindo orixás" ("ando pela rua sem ter com quem falar, ouvindo orixás"), com participação dos rappers paulistas Veiga & Salazar. Infelizmente, a canção não vai estar no repertório do Dia D. "Quem sabe a gente não dá um jeitinho?", instiga a vocalista. Na próxima semana, a banda lança seu primeiro álbum, "Uma geral" (ST2). O disco apresenta composições próprias - a maioria, parcerias do guitarrista André Valle e Helena Cutter. Completa o grupo Kim Pereira (bateria). As exceções não-autorais são as faixas "Pára-quedas", de João Viana e Línox, e "Schultznietsin is down", de Nei Lisboa gaúcho que surge dos escombros cult dos anos 80. O clima do disco é cool e de atmosfera elegante e dançante. Para isso, vale-se da mistura do acid jazz, rock e música latina. Aliás, são ótimas as introduções com naipes de metais à la touradas. Sem dúvida, um pop que dá um olé na acachapante programação radiofônica atual. A seguir, confira o bate-papo com Helena e André. A MPB com eletrônico virou sinônimo de banda moderninha, com ares cool, no Brasil. Uma das gravadoras que adoram esse tipo de pose para seu cast é a Trama. E vocês, como lidam com os rótulos? Helena - A gente não se incomoda com rótulos. Na verdade, não estamos nem aí. Podem chamar a gente do que quiserem. Muitos críticos tentam comparar a banda com um monte de coisas, mas acabam se perdendo nas definições. Afinal, nossas referências são muitas. Mas, queira ou não, é bem nítida na banda a fusão do acid jazz, rock e latino. André - Eu acredito que há dois gêneros musicais: o bom e o ruim, que são resultados de experimentações e arranjos que dão certo ou não. O som do Acid X tira partido do jazz, um gênero que, no Brasil, é mais restrito ao gueto dito intelectual. Contudo, a música da banda é bem pop, com levada para hit radiofônico. André - A melodia foi uma preocupação constante do nosso diretor artístico, Mário Marques. O disco ficou com uma harmonia pop bem explícita, mas sem agredir a nossa musicalidade. O disco tem produção bastante incrementada, com metais, eletrônico, participações de rapper e por aí vai. Como fica isso tudo ao vivo? Helena - A intenção é ser fiel ao disco. Mas em festivais, como temos menos tempo e os custos não cobrem trazer todo mundo que participa do disco, a gente improvisa mais. Nunca fica um buraco. Onde tem um solo de trompete, entra um de guitarra. Um show nosso quase nunca é igual ao outro.
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"No
CD de estréia, "Uma geral" (ST2), a Acid X, da boa
cantora Helena Cutter, |
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"O
grupo fez uma releitura dos Beatles
com base no acid jazz. Seu show, apesar da chuva e dos problemas no equipamento de som, foi excelente" AILTON
MEDEIROS
"Os
destaques da edição 2002, que contou BRUNO
PORTO
ARNALDO
BLOCH
"Anota
o nome porque você ainda
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